https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/issue/feed Apae Ciência 2022-01-20T07:00:49-08:00 Erivaldo Fernandes Neto institucional@apaebrasil.org.br Open Journal Systems <p>A Apae Ciência é uma publicação totalmente online, editada pela <a href="http://www.apaebrasil.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Federação Nacional das Apaes</a> abrangendo áreas temáticas ligadas à inclusão social da pessoa com deficiência, com foco na deficiência intelectual e múltipla, em áreas como assistência social, educação, saúde e outras.</p> https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/324 Editorial 2022-01-20T07:00:49-08:00 Jorge Amaro de Souza Borges analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Erenice Natalia Soares de Carvalho analista.pesquisa@apaebrasil.org.br 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/298 PERFIL DE ATENDIMENTO REMOTO A CRIANÇAS COM DESORDENS NEUROLÓGICAS NA REDE APAE DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 UM ESTUDO DO TIPO SURVEY 2022-01-19T10:52:44-08:00 Maria Eduarda Silva Mendes analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Suiani da Silveira analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Hanahira dos Santos Machado analista.pesquisa@apaebrasil.org.br André Luís Ferreira Meireles analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>Devido à adoção de medidas de isolamento e de distanciamento social como meios de controlar a disseminação da Covid-19, diversas profissões da área da saúde tiveram que se adaptar ao novo cenário. Assim, como forma de manter a assistência, mesmo que de forma remota, foi aprovado o uso do telemonitoramento por fisioterapeutas. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo reportar as características do telemonitoramento adotado por fisioterapeutas às crianças com desordens neurológicas vinculadas à Rede de Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Este trabalho é caracterizado como um estudo transversal do tipo survey, realizado a partir de um questionário eletrônico a fisioterapeutas neuropediátricos brasileiros constituintes da REDE APAE. O questionário da pesquisa foi composto por duas partes principais: a) dados demográficos e profissionais e b) questões sobre as características da assistência de telemonitoramento. No total, 318 fisioterapeutas responderam ao questionário, a maioria mulher (84,34%) e da região sudeste do país (46,67%). O número de atendimentos semanais foi menor no período pré-pandemia (30 ou mais atendimentos (35,44%) quando comparado ao período da pandemia (6 a 10 crianças (21,38%). Os recursos mais utilizados para auxiliar no atendimento foram o uso de bolas, rolos e bancos (69,11%). Tratando-se de questões referentes às principais dificuldades reportadas pelos fisioterapeutas houve maior destaque quando à falta de compreensão por pais ou responsáveis em manuseios específicos e problemas de conexão com a internet. Este estudo adiciona informações importantes sobre o uso da telerreabilitação pela fisioterapia na população neuropediátrica. Dessa forma, os resultados são úteis para o norteamento, bem como auxílio na elaboração e adequações das consultas via telemonitoramento, por profissionais e tomadores de decisão na área da reabilitação pediátrica.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/299 PANDEMIA E CONTEMPORANEIDADE: ESTUDOS INTRODUTÓRIOS SOBRE ASPECTOS NEUROPSICOLÓGICOS DA COVID-19 NO ADULTO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL 2022-01-19T11:10:07-08:00 Bianca Falcão Vargas analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Matheus Wisdom Pedro de Jesus analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>Devido ao contexto mundial atual, delineado por significativas crises na saúde pública, tendo como mais recente a COVID-19, o texto apresenta conceitos inerentes à problemática do COVID-19, assim como a neuropsicologia, relacionando e analisando as consequências das medidas de enfrentamento adotadas nessas circunstâncias, tais como, quarentena, distanciamento social e isolamento, durante três períodos de evolução da pandemia nos estágios pré-crise, intracrise e pós-crise. O artigo ressalta, também, as repercussões observadas na saúde psíquica da população adulta com deficiência intelectual, refletindo acerca dos desfechos favoráveis e desfavoráveis incorporados ao processo de crise, como desenvolvimento de depressão e ansiedade. Em síntese, são apresentados o cuidado à saúde mental pela neuropsicologia e como funciona a reabilitação neuropsicológica, de modo a minimizar os impactos negativos da crise, atuando de modo preventivo.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/300 HUMANIZAÇÃO NOS ATENDIMENTOS DA APAE EM TEMPO DE PANDEMIA: RESULTADOS OBTIDOS NA PRÁTICA 2022-01-19T11:20:36-08:00 Melina de Almeida Vida Bargeri analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Jessica Tavares dos Santos Pereira analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Rosana Angeline Jarussi Sapata analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Tamara dos Santos Simões analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>Este estudo teve como objetivo refletir sobre o trabalho da equipe multiprofissional da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE de Salto Grande – SP, no processo de habilitação e reabilitação dos pacientes durante a pandemia da COVID-19. Este estudo obteve contribuições da ótica do trabalho da Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Psicologia, diante das dificuldades deste enfrentamento. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica. Os atendimentos ambulatoriais de habilitação e reabilitação prestados pela instituição antes da pandemia eram de 55 pacientes por semana. No decorrer da pandemia chegamos a atender cerca de 20% dos pacientes desse total. Atualmente, frente às vacinações e a consequente redução de casos ativos no município, retornaram aproximadamente 60% da demanda. O estudo foi realizado considerando a importância de cada profissional no processo terapêutico e preocupando-se com a humanização na prestação de serviço à pessoa com deficiência intelectual, múltipla e/ou com Transtorno do Espectro Autista (TEA), tanto no teleatendimento, quanto em caráter presencial, abrangendo o contexto da pandemia causada pelo SARS-CoV-2. Por esse estudo, buscou-se explanar acerca do trabalho da equipe multiprofissional, o qual tem sido desafiador nesse delicado momento e requer atenção dos profissionais no que concerne ao uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e outras medidas na prestação do serviço para garantia de segurança e qualidade de vida de todos os envolvidos. Partindo desse ponto, pode-se concluir que a pandemia possibilitou a elaboração de diversas estratégias para a manutenção dos cuidados prestados à pessoa com deficiência, permitindo a reaproximação dos pacientes com as famílias, corroborando com o fortalecimento dos vínculos entre os familiares e a equipe multiprofissional.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/301 INTENSIFICAÇÃO DO CICLO DA INVISIBILIDADE E O IMPACTO NA SAÚDE MENTAL DE CRIANÇAS COM AUTISMO EM DECORRÊNCIA DO ISOLAMENTO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 2022-01-19T11:39:04-08:00 Rafael Simões de Sousa Godói analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Ana Luiza de Mendonça Oliveira analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Denise de Melo analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>Com o surto de COVID-19 pelo mundo e as medidas eficazes adotadas para evitar o contágio da doença, como o isolamento e o distanciamento social, a questão se tornou relevante e motivou o presente estudo, com o objetivo compreender os impactos que o isolamento social provocou na saúde de pessoas com deficiência usuárias dos setores de atendimento no ambulatório da APAE da cidade de Araguari-MG e das suas famílias. Para tanto, foram realizadas entrevistas de cunho aberto com trinta participantes constituídos por famílias integradas por crianças com autismo que frequentam os setores de atendimento no ambulatório da APAE. Os dados obtidos foram agrupados em seis categorias. Os resultados evidenciam a necessidade de novas pesquisas sobre o assunto, para que se possa verificar se, em outros contextos, o cenário se assemelha. Novas pesquisas podem ser consideradas relevantes também, a julgar pela ameaça de repetição do ciclo da invisibilidade, constatado nas práticas sociais.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/302 IMPACTOS DA COVID-19 EM PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: REFLEXÕES ACERCA DA TRANSVERSALIDADE ENTRE SAÚDE E EDUCAÇÃO 2022-01-19T12:03:23-08:00 Matheus Wisdom Pedro de Jesus analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Sumaia Midlej Pimentel Sá analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O presente artigo tem como objetivo refletir sobre os principais impactos existentes nas áreas de saúde e educação de pessoas com deficiência diante da pandemia da Covid-19. Busca-se, pelas reflexões, propor debates sobre segregação das minorias que se tornaram ainda mais latentes, dada a situação que atinge à população como um todo. A metodologia empregada foi qualitativa-teórica, sem representatividade numérica com caráter bibliográfico-fenomenológico. Discute-se, a priori, a concepção de deficiência sob o olhar do modelo social-antropológico, que se difere do modelo biomédico para melhor compreender os fatores mencionados. Após isso, é apresentado um subtema, explorando a saúde da pessoa com deficiência durante a pandemia e os entraves existentes para o acesso aos serviços populacionais. Em seguida, a reflexão é pautada no contexto educacional com os desafios e possibilidades para atender a esse público, mesmo diante das novas tecnologias empregadas. É plausível concluir que os resultados, mediante às considerações apresentadas, direcionam a pensar que existe um longo caminho a ser percorrido e que, de forma transversal, perpassa pelas políticas públicas da saúde e da educação, com a finalidade de contemplar as necessidades específicas das pessoas em situação de deficiência durante a pandemia e posterior a ela.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/303 A UTILIZAÇÃO DA MÁSCARA DE PROTEÇÃO FACIAL NA PESSOA COM DEFICIÊNCIA - BARREIRA OU FACILITADOR? 2022-01-19T12:13:31-08:00 Darcisio Hortelan Antonio analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Adriana Fortes Déo analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Amina Hamad Giacovoni Neta analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Larissa Pereira Gonçalves analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Juliana Rodrigues Sigolo analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>A pandemia de COVID-19 é uma realidade mundial, que muito tem impactado a vida e a rotina das pessoas. Como medidas de enfrentamento têm sido estabelecidas várias diretrizes dos órgãos de controle mundiais, dentre elas, destaca-se a orientação quanto à utilização da máscara de proteção facial como importante barreira na transmissão do vírus. Nesse contexto, a pessoa com deficiência intelectual pode apresentar dificuldades em seguir essa orientação, seja pelas dificuldades de compreensão, adaptativas ou por necessidade de apoios específicos. Esse apoio, geralmente, é ofertado por um cuidador adulto, que poderá favorecer ou não esse processo. Essa pesquisa teve como objetivo identificar as dificuldades e as facilidades no uso da máscara de proteção facial no contexto da pandemia de COVID-19, pelas pessoas com deficiência, na visão do cuidador. Esta pesquisa tratou de um estudo transversal e descritivo realizado na APAE de Agudos-SP. Foi constituído um questionário estruturado com 14 perguntas, autorizado pela direção da instituição. Todos os respondentes concordaram com o TCLE, que foi enviado digitalmente. Foram entrevistados 41 cuidadores de pessoas com diversos tipos de deficiência e, a mais frequente, a deficiência intelectual, com 22 sujeitos. 31 dos entrevistados relataram utilizar a máscara e 10 comentaram que não usaram. Concluímos que, mesmo diante do entendimento dos cuidadores responsáveis quanto à necessidade do uso das máscaras de proteção, muitos sujeitos não conseguem utilizá-las, seja por dificuldade no entendimento quanto à necessidade ou por falta de apoio correto por parte do cuidador.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/304 REFLEXÕES SOBRE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E SITUAÇÕES DE DEPENDÊNCIA NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19: O CASO DA REDE APAE 2022-01-19T12:28:16-08:00 Cecília Gomes Muraro Alecrim analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Ana Luísa Coelho Moreira analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Marineia Crosara de Resende analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Diego Ferreira Lima Silva analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Éverton Luís Pereira analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O objetivo deste trabalho é analisar o perfil das pessoas atendidas pela rede APAE que participaram da pesquisa “Pessoas com Deficiência e COVID-19: construção de conhecimento, redes de acompanhamento, cuidado e prevenção” (UnB/Fenapaes/Finatec), buscando relacionar a necessidade de auxílio de terceiros frente aos desafios impostos pela pandemia. Trata-se de um estudo quanti-qualitativo, de caráter descritivo e exploratório. A coleta de dados foi realizada a partir de um questionário on-line, que poderia ser preenchido pela própria pessoa com deficiência, por algum cuidador ou por ambos. Responderam à pesquisa 4.055 pessoas com deficiência atendidas pelas APAEs de 23 estados brasileiros e o Distrito Federal, entre os dias 29 de julho de 2020 e 28 de fevereiro de 2021. Os resultados da pesquisa apontam para um público que apresenta alta vulnerabilidade econômica, baixo grau de escolaridade e situação de dependência, em que poucas pessoas com deficiência responderam ao questionário de forma independente e a maioria necessita de auxílio de cuidados para realização de tarefas do dia a dia. A situação de dependência vivida por grande parte das pessoas participantes da pesquisa aponta para desafios significativos. A vulnerabilidade inerente desse público e a invisibilidadeprovocada pelos processos históricos, sociais e políticos, somada aos efeitos da pandemia do Coronavírus no mundo, precisam ser enfrentadas com maior afinco pelo poder público e a sociedade civil organizada.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/305 TELEATENDIMENTO: A EMERGÊNCIA DE UMA PRÁTICA EM TEMPOS DE DISTANCIAMENTO SOCIAL 2022-01-20T04:06:19-08:00 Carmem Aquino analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Maximila Coelho analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Margarete Kauer analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Tauani Kopp analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Daiane Lima analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Luciana Pereira analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Juliana Rosa analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Rosane Rauber analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Beatris Venter analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Vanessa Santos analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Monique Strassburger analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Rosemari Silva analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O presente trabalho consiste em um Relato de Experiência acerca das reflexões que emergiram antes e durante a prática do teleatendimento, no contexto da pandemia do Covid-19, na Clínica Interdisciplinar da APAE de Sapiranga/RS. Os profissionais envolvidos neste trabalho integram o grupo das especialidades em Estimulação Precoce, Psicopedagogia Inicial, Fonoaudiologia,<br>Fisioterapia, Psicologia, Psicomotricidade e Serviço Social. Os teleatendimentos ocorreram pelas mídias digitais, de acordo com as orientações dos órgãos de classe de cada área, com o objetivo de acolher as demandas dos pacientes e familiares, pela escuta, buscando uma avaliação adequada, manutenção dos vínculos e do percurso das intervenções. Dessa forma, evidenciou-se que, apesar do teleatendimento ser desafiador, mostrou-se viável quando o desejo está presente na relação entre terapeuta e paciente, podendo este tipo de atendimento apresentar certos ganhos, como pôr em prática questões que não apareciam no atendimento presencial e um maior engajamento das famílias no processo terapêutico do sujeito atendido.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/306 EM TEMPOS DE ISOLAMENTO SOCIAL, COMO ESTAMOS LIDANDO COM OS ASPECTOS EDUCACIONAIS? 2022-01-20T04:15:24-08:00 Geísa Tibulo analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O impacto causado pela Pandemia de Coronavírus (COVID-19) vem impondo drásticas mudanças na rotina da população mundial. Diversas áreas foram atingidas, entre elas, a Educação. Em decorrência disso, após a Organização Mundial da Saúde (OMS) caracterizar a doença como Pandemia de Coronavírus, o Ministério da Educação definiu critérios para a prevenção ao contágio do COVID-19 nas escolas. O desafio fundamental da educação brasileira passou a ser de adequação ao novo cenário imposto pela pandemia. Uma das medidas tomadas foi a inclusão do ensino remoto nas escolas, como alternativa à interrupção das atividades presenciais. Esse dispositivo emerge para que os alunos possam cumprir a carga horária mínima exigida de horas-aula e para que a proteção à saúde e à vida de alunos e professores sejam preservadas mediante a situação da pandemia. Nesse sentido, realizou-se a presente pesquisa, que tem como objetivo investigar os quesitos referentes ao processo de ensino-aprendizagem remoto no município de Maravilha, no estado de Santa Catarina, pela ferramenta Google Forms, com a utilização de um questionário enviado aos professores da rede municipal e estadual de ensino que concordaram, espontaneamente, em opinar sobre o processo de ensino-aprendizagem. Os resultados apontam para um despreparo na utilização de ferramentas remotas para a educação e certa dificuldade em avaliar qualitativamente os alunos e a sua aprendizagem. Nesse caso, a pesquisa sugere a necessidade de rever as práticas pedagógicas e a formação dos professores da cidade de Maravilha no estado de Santa Catarina.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/307 APLICATIVO GJT - JOGOS EDUCACIONAIS PERSONALIZADOS E A SUA CONTRIBUIÇÃO EM MEIO À PANDEMIA DA COVID-19 2022-01-20T04:40:44-08:00 Thaís Pires da Silveira analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>Os estudos sobre tecnologia assistiva enfatizam a necessidade de inserir recursos, serviços e estratégias na educação especial e inclusiva para colaborar com o processo de ensino-aprendizagem de pessoas com deficiência. A implementação deste tipo de trabalho nas instituições deve permitir o entendimento sobre o contexto e as situações que marcam o cotidiano do aluno, a fim de ampliar a sua participação no processo escolar. Esse estudo apresenta o aplicativo GJT, que foi idealizado sob a perspectiva de personalizar um recurso direcionado para a necessidade de tecnologia assistiva das pessoas com microcefalia e deficiências múltiplas. Criado em 2019, por uma plataforma digital, o aplicativo é constituído por mais de 15 jogos, entre quebra-cabeças, caça palavras, jogo da memória, entre outras atividades. Trata-se de uma nova ferramenta pedagógica, capaz de potencializar o processo de aprendizagem, de acordo com a necessidade de cada aluno. Os resultados desta análise demonstraram que o assistido que fez uso do aplicativo, conseguiu alcançar êxito nas tarefas não executadas anteriormente, tais como o reconhecimento e a escrita do próprio nome e do nome dos pais. Nesse sentido, reconhece-se que o trabalho, embora incipiente, leva-nos a refletir sobre como o processo de ensino-aprendizagem da pessoa com deficiência pode ser potencializado com o uso de tecnologias assistivas personalizadas. Enfatiza-se, também, que os resultados obtidos auxiliaram as pessoas com deficiência a superarem os efeitos nocivos do momento atual, preservando nelas a capacidade de socialização e aprendizagem.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/308 EDUCAÇÃO ESPECIAL E ENSINO REMOTO: IMPACTOS, DESAFIOS E POSSIBILIDADES CAUSADAS PELA COVID-19 2022-01-20T04:46:14-08:00 Lucineia Teresinha Colecha Fabri analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O presente relato de experiência abordou as questões pandêmicas causadas pela Covid- 19, ressaltando as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência diante da conjuntura atual e a ruptura dos acessos aos programas socioassistenciais e educacionais nas escolas de educação básica na modalidade de educação especial do Paraná. São apresentadas, assim, algumas indagações e pontos relevantes a serem destacados acerca da atuação das equipes escolares e do corpo docente dessas escolas, fazendo menção ao ensino remoto e como foi introduzido e realizado com os alunos atendidos pela Educação Especial. Ademais, abordou-se a dinâmica e o processo de adaptação e organização escolar com relação ao direcionamento educacional, no que tange à condução pedagógica e às experiências vivenciadas pela comunidade escolar, ou seja, a busca pelo novo reordenamento das aulas remotas dentro do novo contexto imposto pela pandemia e as ações docentes e discentes neste “novo mundo novo”.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/312 ESTRUTURAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROTOCOLO OPERACIONAL PADRÃO DE APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE VULNERABILIDADE CLÍNICO FUNCIONAL-2020 E GERENCIAMENTO DE BANCO DE MONITORAMENTO DE COVID-19 NA APAE/CER II DE UNAÍ -MG 2022-01-20T05:23:00-08:00 Uguiarlem Ribeiro Durães analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Éverton Luís Pereira analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O recente cenário mundial nos coloca em posição de fragilidade e incerteza em função da pandemia de COVID-19, que terá implicações em longo prazo na saúde da população, em especial para as pessoas com deficiência, devido à invisibilidade sistemática. O presente relato apresenta a elaboração e a implementação de um Protocolo Operacional Padrão (POP) de Aplicação do Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional-2020 e Gerenciamento de Banco de Monitoramento de COVID-19 na APAE/CER II de Unaí – MG. Foi desenvolvido um Protocolo Operacional Padrão e Banco de Monitoramento de Dados entre março e maio de 2021. A sua elaboração ocorreu entre equipe, pelas reuniões, diálogos e discussões, seguindo a linha construtiva da saúde, baseada em evidências, sendo apresentado e implementado em maio de 2021 em um processo de Educação Permanente. O POP, além de instruir a organização e a normatização dos procedimentos, permitirá mensurar o grau de vulnerabilidade clínico-funcional, avaliar o impacto da pandemia da COVID-19 e do isolamento social nos usuários já acompanhados, mensurar a vulnerabilidade clínico-funcional e, ainda, identificará se o usuário é uma pessoa com deficiência temporária ou permanente, bem com a sua funcionalidade. É essencial que os procedimentos de cuidado e atenção considerem que a abordagem da questão da deficiência deve ser global e integral. Os instrumentos propostos e em uso na APAE podem contribuir com a produção de dados que auxiliem na mudança das formas de encarar a deficiência, possibilitando um novo olhar sobre essa realidade pós COVID-19.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/313 RELATO DE PRÁTICA DE TELEATENDIMENTO INTEGRADO EM TERAPIA OCUPACIONAL E PSICOLOGIA: EM BUSCA DE AUTONOMIA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL 2022-01-20T05:32:02-08:00 Esthela Pavezi Franco analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Nara Carneiro Euclydes analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>As recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o enfrentamento global da pandemia da COVID-19 destacaram o isolamento social como medida preventiva ao contágio do Coronavírus, entre outras medidas de saneamento. Essa necessária providência levou a sociedade a repensar os seus hábitos e práticas sociais, impactando as instituições e os seus atendimentos. Na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Vitória-ES, foi ofertada, como alternativa para a manutenção do tratamento aos seus usuários, a realização de teleatendimento. O objetivo deste estudo é relatar essa prática, que ocorreu mediante e integração entre os setores de Terapia Ocupacional e Psicologia para a implementação do teleatendimento. Participam do estudo doze crianças de oito a catorze anos de idade, com diagnóstico de Deficiência Intelectual (DI) e/ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), atendidos na APAE de Vitória. Foram realizadas videochamadas semanais, no período de maio a dezembro de 2020, bem como as atividades foram elaboradas conforme objetivos terapêuticos a partir de três áreas-base: percepção, interação e vivência. As crianças puderam adquirir maior percepção de si e do outro, reduzindo agitação psicomotora e ansiedade, bem como aprimoraram habilidade de autocontrole e de identificação com os pares. Além disso, foi possível promover maior capacidade de engajamento em diálogos e fazer apontamentos em falas de outros colegas, ainda que tenham sido realizadas com maior dificuldade e necessidade de suporte. Conclui-se que essa prática possibilitou o aumento de participação social e autonomia e buscou contribuir para a promoção de estratégias que garantam a atenção da pessoa com deficiência no período de isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19, reforçando o protagonismo da pessoa com deficiência sobre a própria história.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/314 CENÁRIO DA APAE ANANINDEUA DIANTE DA PANDEMIA DE COVID-19: UM RELATO DE PRÁTICA 2022-01-20T05:43:59-08:00 Cássia Juliana Alexandre da Silva analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Dayane Cereja Ferreira da Silva analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Meryane Caravelas do Anjos analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Mariana do Ó Teixeira Santos analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Rafaela Cunha Baia analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Rosiene Silva Rodrigues analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Sâmia Carolina Gomes do Rosário analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Tais Silva Veloso analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O presente artigo tem como objetivo partilhar os desafios enfrentados e as possibilidades que se configuram perante a necessidade de adaptação dos atendimentos presenciais para o modelo remoto, em decorrência da Pandemia de COVID-19, ocorridos tanto no Centro de Atendimento Especializado “Mateus Henrique Furtado”, quanto no Centro de Atendimento Multidisciplinar de Saúde - CAMS “Wolnia Dowich” e no Setor de Serviço Social, tendo em vista que os três setores compõem a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE Ananindeua. A necessidade de urgência de troca de modelo de atendimento demandou mudança de planejamento, levando as equipes a buscarem meios que pudessem dar suporte para a continuidade da oferta dos serviços sem o contato físico antes tão comum. Fatores diversos comprometeram o atendimento remoto, levando as equipes a estarem em constante processo de avaliação e reavaliação de estratégias que sanassem dificuldades encontradas pelas famílias, pelas equipes e pelos atendidos. Cada setor desenvolve estratégias internas, além das articulações coletivas como equipe multidisciplinar, para que fossem contempladas as necessidades dos atendidos e para que eles se mantivessem ativos no decorrer do ano letivo. Apesar dos grandes desafios, a reformulação para “atender” o público-alvo apresenta resultados significativos, que instigam novas reflexões acerca da oferta dos serviços prestados pela instituição diante desse novo contexto.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/315 SUPERAÇÃO DE UMA MÃE DEFICIENTE FÍSICA NO CUIDAR DA FILHA COM PARALISIA CEREBRAL DISCINÉTICA DISTÔNICA DURANTE ISOLAMENTO SOCIAL NO ENFRENTAMENTO AO CORONAVÍRUS COVID-19 2022-01-20T05:49:38-08:00 Carmen Denize Souto Maior analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O relato de experiência é sobre uma mãe com deficiência física, que cuida de sua filha com Paralisia Cerebral Discinética Distônica durante o período de isolamento social. Ela tenta suprir as necessidades da filha no cotidiano e nas atividades de fisioterapia que minimizam suas dores musculares devido à rigidez das articulações e contrações musculares involuntárias e intermitentes e no desenvolvimento cognitivo. A APAE Bezerros, entidade a qual a jovem frequenta, buscou junto aos seus usuários suprir alguns atendimentos com atividades remotas impressas e orientações via WhatsApp, com ligações e chamadas de vídeos. Os profissionais de fisioterapia e psicologia orientavam e acompanhavam todo o processo. As intervenções e orientações foram marcadas por alguns contratempos, mas que não deixaram de ser realizadas. Residindo na área rural, algumas vezes os sinais da internet ficavam indisponíveis nos horários estabelecidos, mas as orientações eram realizadas por ligações telefônicas. O objetivo deste trabalho pautou-se na identificação das conquistas e dificuldades da pessoa com deficiência com dependência total de terceiros para suprir suas necessidades básicas durante a pandemia da COVID 19, utilizando-se da pesquisa qualitativa. A aplicabilidade de técnicas e atividades frente a uma realidade inesperada, desenvolveu habilidades de superação, autoconfiança e autoestima de uma mãe com deficiência física, com dificuldade de locomoção, em colocar o amor materno acima de qualquer obstáculo, superar barreiras antes inimagináveis em prol da melhor qualidade de vida de sua filha com Paralisia Cerebral Distônica.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/316 OS IMPACTOS CAUSADOS PELA PANDEMIA DO CORONAVÍRUS NO COTIDIANO DOS PACIENTES COM DEFICIÊNCIA DO CENTRO ESPECIALIZADO EM PREVENÇÃO E REABILITAÇÃO – NÚCLEO DA APAE DE FEIRA DE SANTANA – RELATO DE EXPERIÊNCIA 2022-01-20T05:59:34-08:00 Paula Hortência Dos Santos Magalhães analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Rita de Cassia Teixeira Marchesine Azevedo analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Barbara Maria dos Desterro de Souza analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>A pandemia do novo Coronavírus ampliou os desafios na saúde pública para controlar a sua propagação no ambiente comunitário, devido à sua alta capacidade de contaminação. As principais medidas de prevenção se basearam na higienização das mãos e, principalmente, no distanciamento social, que provocou alterações importantes no dia a dia das pessoas com deficiência, levando a comprometimentos físicos, psíquicos e sociais devido à dificuldade do acesso aos centros de reabilitação. Trata-se de um estudo de relato de experiência, executado pela Fisioterapeuta, pela Psicóloga e pela Assistente Social que atuam na equipe multidisciplinar do Centro Especializado em Prevenção e Reabilitação (CEPRE), anexo da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Feira de Santana. Os principais impactos observados devido às restrições sociais foram comprometimentos funcionais, psicológicos e relacionados ao transporte para o deslocamento ao centro de reabilitação. Foi constatado que fatores concernentes às estruturas físicas e mentais foram prejudicados, principalmente em decorrência do isolamento social. Ademais, foi necessária a criação de estratégias que garantissem às pessoas com deficiência a assistência à saúde, para diminuir as desigualdades sociais existentes e garantir a sua plena inclusão.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/317 ATENDIMENTO AO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA DURANTE A PANDEMIA: REABILITAÇÃO INTELECTUAL NO CER III DA APAE DE BAURU 2022-01-20T06:07:01-08:00 Dayse Mayara Ferreira Sousa analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Marcelo Carvalho Forastieri Penna analista.pesquisa@apaebrasil.org.br João Vitor Zanluqui de Oliveira analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Fernanda Aparecida Garcia analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O presente relato de experiência focaliza a atuação da equipe multidisciplinar do Centro Especializado em Reabilitação CER III da APAE de Bauru, no atendimento às crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autissta (TEA) frente à pandemia de COVID-19. O TEA se caracteriza pelas dificuldades de interação, comunicação e comportamento, refletindo, muitas vezes, em prejuízos escolares, com impacto sobre as famílias. Diante da pandemia, houve uma quebra da rotina diária, muitas vezes não entendida pelas pessoas com autismo, demandando das famílias novas formas de organização no seu cotidiano. Os profissionais tiveram, também, que adaptar os seus procedimentos, contando com a participação das famílias, mediante o desenvolvimento de um novo protocolo de atendimentos que, de presenciais e individuais, passaram a ser realizados por telefone, vídeo-chamada e orientações mensais com o envio de atividades. Foi preciso repensar as atividades nas datas comemorativas que passaram a ser no estilo drive-thru, para evitar aglomerações. Durante esse período, também foi preciso maior engajamento das famílias para a realização das atividades fora do ambiente terapêutico. Com toda mudança nas estratégias de atendimento, foi possível observar ganhos e prejuízos para os pacientes, necessitando de mais estudos para identificar a dimensão dos impactos pós-pandemia.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/318 ENSINO REMOTO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: UM ESTUDO DE CASO 2022-01-20T06:13:33-08:00 Luiz Fernando Zuin analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Gabriela Boniholi analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Fátima Elisabeth Denari analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>Em março de 2020, pelos normativos nacionais e locais, as escolas brasileiras tiveram as suas atividades suspensas em decorrência da pandemia da COVID-19. Uma das providências adotadas pelos sistemas de ensino, para evitar aglomerações e conter a disseminação do Coronavírus, foi promover a educação remota emergencial, impactando a organização e o funcionamento das escolas, inclusive a atuação das modalidades de ensino, como a Educação Especial. A presente pesquisa aborda esse tema. Trata-se de uma experiência planejada e efetuada na APAE de Matão, interior de São Paulo. O seu principal objetivo foi analisar os efeitos de um plano de trabalho aplicado aos alunos com deficiência intelectual, investigando a forma como os familiares lidaram com esse novo modelo de ensino. As diferentes equipes da instituição elaboraram um plano de trabalho entregue, quinzenalmente, aos responsáveis, para ser desenvolvido com os estudantes. Ao mesmo tempo, foram esclarecidas as dúvidas apresentadas para a execução das atividades e foi solicitada a devolutiva dos trabalhos. Os resultados mostraram a oscilação na retirada dos trabalhos na escola por parte dos familiares, ao longo do ano de 2020 e no início de 2021, ora com um ligeiro aumento, ora com um ligeiro declínio. Essa oscilação, por sua vez, pressupõe certo desgaste devido ao agravamento da pandemia e, ainda, a dificuldade das famílias para lidar com a responsabilidade da mediação do ensino e aprendizagem dos filhos com deficiência intelectual.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/319 ATENDIMENTO PEDAGÓGICO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL ENVELHECIDAS E ÀS SUAS FAMÍLIAS EM TEMPOS DE PANDEMIA 2022-01-20T06:20:07-08:00 Lisiane Capanema Silva Bonatelli analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Dirlei Langer analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Sabrina de Cassia Dias Maia Peixoto analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>Este trabalho apresenta o relato de experiência sobre o atendimento pedagógico prestado pelo Instituto Manoel Boaventura Feijó, mantido pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Florianópolis, às pessoas com deficiência intelectual envelhecidas e às suas famílias, nos tempos de afastamento social, devido à pandemia do novo Coronavírus. A prática pedagógica foi realizada com 98 adultos com deficiência intelectual (homens e mulheres) e idade entre 24 e 90 anos, que estão em processo de envelhecimento e/ou idosos e frequentam a APAE e com as suas famílias cuidadoras. Esses foram organizados em 14 grupos pedagógicos no WhatsApp, juntamente com o seu professor regente. Buscamos motivar intervenções mediadas e norteadas pelo currículo funcional natural. Devido à necessidade emergente imposta pela pandemia, tanto aos profissionais da educação quanto às famílias, ambos precisaram se adaptar e aprender a explorar essa nova forma de atuação pedagógica pela tecnologia. Na intenção de atingir o maior número possível de pessoas, o atendimento pedagógico aos adultos com deficiência intelectual foi adaptado para versão on-line, na qual utilizamos posts de atividades (materiais ilustrativos da realização da atividade), vídeos educativos (ensinando o passo-a-passo) e videochamadas por WhatsApp, oportunizando um espaço de discussão, aprendizagem e trocas de experiências. Entendemos que a atuação pedagógica com a utilização da tecnologia possibilitou a intervenção dos profissionais da educação junto às pessoas com deficiência intelectual envelhecidas, mostrando às famílias as possibilidades de aquisição e manutenção de habilidades, além de ajudá-las a mantê-las ativas, mesmo em isolamento social.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/320 A IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO A DISTÂNCIA PARA ALUNOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL 2022-01-20T06:25:37-08:00 Muriel Goulart da Conceição analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O presente artigo tem como finalidade abordar questões sobre a implementação da modalidade do ensino a distância e remoto que contemplam envio de aulas e atividades pedagógicas por tecnologias digitais, na realidade de uma escola de Educação Especial. São abordados os desafios e impasses, que esse novo processo de ensino e aprendizagem, em que a crise sanitária da Pandemia do Covid-19 trouxe à tona. Considerando que a educação é um direito de todos, a Educação Especial deve ser direito e de igualdade de oportunidades, salientando os cuidados essenciais de preservação à saúde e a vida, fez-se necessário adequações curriculares, diálogo com familiares, treinamento de profissionais e recursos tecnológicos, que são apresentados pelo relato dessa experiência vivenciada ao longo do ano de 2020. Por um levantamento bibliográfico e relato de experiência, buscou-se aprofundar na relevância e na viabilidade do ensino e aprendizagem para os alunos com deficiência múltipla ou intelectual na modalidade do Ensino a distância e remoto. Conclui-se que a instituição de ensino, com professores e equipe pedagógica, consegue exercer atividades e ensinar pela Metodologia digital com excelência e respeitando as diversidades presentes em cada família.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/321 RELATO DE EXPERIÊNCIA: AULAS REMOTAS E A PRODUÇÃO DE MATERIAL MEDIADO PELAS TICs 2022-01-20T06:34:53-08:00 Merielen Carvalho Ferreira Martins analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O presente relato apresenta a experiência de produção de videoaulas e de material mediado pelas tecnologias de informação e comunicação, destinado a alunos em fase de alfabetização na escola especializada. O conteúdo foi elaborado diante da necessidade de ensino remoto devido à pandemia de Covid-19. O objetivo era alcançar alunos com deficiência intelectual e auxiliar os familiares nesse novo processo de ensino-aprendizagem. Os resultados apontam que o conteúdo e os métodos utilizados foram profícuos para os alunos e podem ser adequados por outros profissionais diante das suas especificidades.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/322 EDUCAÇÃO ESPECIAL EM TEMPOS DE PANDEMIA: DA ESCUTA EMPÁTICA À RESSIGNIFICAÇÃO DAS PRÁTICAS PELO OLHAR DOCENTE 2022-01-20T06:40:28-08:00 Jaine da Rosa Santos analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Mariana Vianna Potricht analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>A pandemia causada pelo SARS-Cov-2 trouxe consigo inúmeras adaptações e no contexto escolar não foi diferente. Em uma instituição educacional especial, notou-se, como demanda oriunda do isolamento social e trabalho em modelo home office, o padecimento psíquico dos docentes, além da necessidade de realizar uma integração e identificação de identidade grupal. O presente trabalho trata de um relato de experiência de intervenção com professoras do setor de psicologia, com base nos grupos operativos.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/323 COVID-19 E O ATENDIMENTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA NA APAE DE SERRA TALHADA-PE: DESAFIOS, POSSIBILIDADES E SUPERAÇÃO 2022-01-20T06:46:47-08:00 Sheila Magno dos Santos Silva Moura analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Ednaele Magalhães de Lima Santos analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O presente estudo relata as experiências de intervenção pedagógica e psicopedagógica na APAE de Serra Talhada-PE, em tempos da pandemia da Covid-19. É apresentada uma breve retrospectiva sobre a entidade, desde a sua fundação até a construção da sede própria, seguida do relato sobre o impacto da pandemia nos atendimentos realizados de forma presencial e o processo de adaptação pedagógica para que esses continuassem ocorrendo de forma remota. São indicados os procedimentos adotados em uma linha de tempo, que ainda permanece em andamento, demonstrando a aplicação das atividades de forma sistematizada, conforme planejamento individual de cada atendido. Por fim, o artigo delineia os efetivos resultados que vêm sendo alcançados pela experiência, mediante uma parceria bem-sucedida com as famílias, cujos laços foram intensificados durante o percurso dos trabalhos.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/309 IMPACTO DA PANDEMIA NA EDUCAÇÃO ESPECIAL 2022-01-20T04:56:50-08:00 Ana Cláudia Peixoto dos Santos Carneiro de Matos analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Andresa Maria Bandeira da Silva analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O século XXI está sendo marcado pelo pior momento histórico nas últimas décadas. No ano de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou estado de emergência pública em âmbito mundial em decorrência do surto do novo vírus do Coronavírus, o COVID-19. O planeta experienciou uma catástrofe e muitos países expuseram o pior das suas fraquezas, em setores educacionais, de saúde pública e econômica. A chamada para o dossiê temático trouxe o tema do COVID-19 e o seu impacto sobre as pessoas em situação de deficiência. Foi escolhido o modelo de ensaio teórico que melhor se encaixa para a apresentação desse trabalho. Foram apresentados aspectos negativos desse impacto e de grupos que conseguiram usar a pandemia de forma positiva. A pesquisa evidenciou a importância de trabalhos que fomentem tópicos sobre deficiência em âmbito nacional.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/310 DIFÍCEIS HERANÇAS E NOVAS POSSIBILIDADES: A PANDEMIA NO CONTEXTO SOCIAL DA APAE DE FRANCISCO MORATO 2022-01-20T05:06:34-08:00 Erick Henrique Santos Souza analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Gabriela Motano Patrocínio analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>O presente ensaio teórico tem o seu foco na relação entre os impactos da pandemia no público da pessoa com deficiência, sobretudo na forma em que os usuários da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Francisco Morato - APAE, localizado no estado de São Paulo, estão lidando com essa realidade atípica. As reflexões perpassarão pela conjuntura histórica de políticas públicas voltadas à pessoa com deficiência, que contribuíram com uma herança de dependências a um único espaço social, questão que no atual contexto pandêmico volta a ter destaque. O relato também discorrerá sobre as diferenças de geração dos usuários da APAE e quais diferenças de oportunidades e direitos de acesso extra APAE contribuem para que um determinado público corresponda de maneira diferente na participação das atividades e nas necessárias práticas de isolamento social determinadas para o enfrentamento à COVID-19.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/311 OS IMPACTOS DA PANDEMIA DE COVID-19 NA APRENDIZAGEM DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA: IDENTIFICANDO NECESSIDADES E AUXILIANDO O PROFESSOR 2022-01-20T05:13:18-08:00 José Eduardo Vendramini analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Helen Cazani Maciel analista.pesquisa@apaebrasil.org.br Priscila Foger Marques Penna analista.pesquisa@apaebrasil.org.br <p>Este ensaio teórico tematiza a pandemia de COVID-19, que tem impactado a sociedade em um cenário global. Grandes prejuízos já são percebidos, entre outros, nos âmbitos econômico, social e educacional, porém, ainda não são mensuráveis. O impacto na educação escolar tem sido significativo. Para os educadores, surge o desafio de adequar e desenvolver o currículo, de forma remota, bem como promover o retorno gradual dos alunos para o modelo presencial. Este artigo tem como objetivo discorrer sobre os impactos de COVID-19 na aprendizagem do aluno com deficiência e a importância da capacitação dos professores nesse processo. Como metodologia, foram adotadas as pesquisas bibliográfica e documental, visando o levantamento de questões e considerações sobre o tema. As reflexões estão organizadas em três momentos: no primeiro, será apresentado o avanço da COVID-19 como pandemia no contexto mundial; no segundo, serão analisados os impactos da pandemia na aprendizagem do aluno com deficiência e, no terceiro, será evidenciada a importância da formação continuada dos professores durante a pandemia.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2022 Apae Ciência https://apaeciencia.org.br/index.php/revista/article/view/273 THE DEVASTATING IMPACT OF COVID-19 ON INDIVIDUALS WITH INTELLECTUAL DISABILITIES IN THE UNITED STATES 2022-01-10T17:30:53-08:00 Fabio Bertapelli laura.gontijo@yahoo.com.br Roberto Antonio Soares laura.gontijo@yahoo.com.br <p>Em 05 de março de 2021, a <em>NEJM Catalyst Innovations in Care Delivery,</em> uma das principais revistas médicas do mundo, publicou o artigo “<em>The Devastating Impact of Covid-19 on Individuals with Intellectual Disabilities in the United States</em>”. O estudo concluiu que a deficiência intelectual (DI) foi o principal fator de risco para o diagnóstico de Covid-19. Os autores também observaram que a DI foi considerada como principal fator de risco para mortalidade por Covid-19, atrás apenas do fator idade. Outro achado foi que indivíduos com DI apresentaram maior prevalência de obesidade em comparação a indivíduos sem DI. O objetivo da presente resenha é: avaliar dois principais achados relacionados ao estudo norte-americano: a) diagnóstico e mortalidade por Covid-19 entre indivíduos com DI e b) prevalência de obesidade em indivíduos com DI; além de examinar a obesidade como possível mediador de mortalidade entre adultos com DI.</p> 2021-12-23T00:00:00-08:00 Copyright (c) 2021 Apae Ciência