INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS COMO FERRAMENTAS DE GESTÃO EM SERVIÇOS DE REABILITAÇÃO

  • Mariana Fioravante Barbosa
  • Andréa de Jesus Lopes

Resumo

A gestão eficiente de serviços públicos de saúde contribui para a qualidade do atendimento ao usuário, possibilitando adequar programas terapêuticos às demandas da população com deficiência assistida nos centros de reabilitação. Os indicadores epidemiológicos contribuem para a tomada de decisão dos gestores. O objetivo deste estudo foi apresentar a frequência de patologias e deficiências como indicador epidemiológico e a sua utilidade para caracterizar o perfil de usuários e direcionar ações estratégicas de gestão no CER III APAE Pará de Minas. A metodologia incluiu uma coleta de dados, considerando o período de 1 ano (1º semestre 2018 e de 2019), com cálculo de frequência relativa das patologias ou deficiências em relação ao número total de novas admissões nas modalidades de reabilitação física, intelectual, visual e no serviço à pessoa ostomizada. Os resultados apontam que a maior incidência na reabilitação física foi de usuários com Acidente Vascular Encefálico (34%) e amputações (11%). Na reabilitação intelectual, destaca-se o Transtorno do Espectro do Autismo (39%), o Atraso no Desenvolvimento (32%), bem como a Deficiência Intelectual e Múltipla (ambos 17%). Na reabilitação visual foram casos com PC e catarata (ambos 14%). A principal patologia associada à ostomia foi o câncer (63%). O aumento significativo da demanda ocorreu na reabilitação intelectual. A baixa rotatividade e o aumento da procura são pontos de alerta que exigirão novas decisões de gestão. Conhecer o perfil de usuários e monitorar a busca por esse serviço permitiu criar estratégias de reorganizar atividades, propondo novos projetos e incluindo formação de grupos de usuários com metas em comum, promovendo a capacitação direcionada da equipe, incluindo a Rede de Cuidados.

 

Publicado
2020-02-13
Seção
Artigos