ENSINO REMOTO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: UM ESTUDO DE CASO

Autores

  • Luiz Fernando Zuin
  • Gabriela Boniholi
  • Fátima Elisabeth Denari

Resumo

Em março de 2020, pelos normativos nacionais e locais, as escolas brasileiras tiveram as suas atividades suspensas em decorrência da pandemia da COVID-19. Uma das providências adotadas pelos sistemas de ensino, para evitar aglomerações e conter a disseminação do Coronavírus, foi promover a educação remota emergencial, impactando a organização e o funcionamento das escolas, inclusive a atuação das modalidades de ensino, como a Educação Especial. A presente pesquisa aborda esse tema. Trata-se de uma experiência planejada e efetuada na APAE de Matão, interior de São Paulo. O seu principal objetivo foi analisar os efeitos de um plano de trabalho aplicado aos alunos com deficiência intelectual, investigando a forma como os familiares lidaram com esse novo modelo de ensino. As diferentes equipes da instituição elaboraram um plano de trabalho entregue, quinzenalmente, aos responsáveis, para ser desenvolvido com os estudantes. Ao mesmo tempo, foram esclarecidas as dúvidas apresentadas para a execução das atividades e foi solicitada a devolutiva dos trabalhos. Os resultados mostraram a oscilação na retirada dos trabalhos na escola por parte dos familiares, ao longo do ano de 2020 e no início de 2021, ora com um ligeiro aumento, ora com um ligeiro declínio. Essa oscilação, por sua vez, pressupõe certo desgaste devido ao agravamento da pandemia e, ainda, a dificuldade das famílias para lidar com a responsabilidade da mediação do ensino e aprendizagem dos filhos com deficiência intelectual.

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Publicado

2021-12-23