ENTRE LINHAS E LIMITES
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, EXCLUSÃO E ENVELHECIMENTO EM “FLORES PARA ALGERNON”
Palabras clave:
Deficiência Intelectual, Envelhecimento, Capacitismo, Literatura e Inclusão, Educação InclusivaResumen
A obra “Flores para Algernon”, de Daniel Keyes, apresenta uma narrativa literária sensível e complexa sobre a trajetória de um homem com deficiência intelectual submetido a um experimento, que modifica, temporariamente, as suas habilidades cognitivas. O protagonista, Charlie Gordon, permite que o leitor acompanhe a sua transformação intelectual e emocional, expondo com profundidade as diferentes formas de exclusão que pessoas com deficiência enfrentam – desde o desprezo velado e a infantilização, até a supervalorização meritocrática da inteligência. A história também levanta reflexões importantes sobre como a sociedade lida com o declínio das capacidades cognitivas, traçando um paralelo simbólico com o processo de envelhecimento de pessoas com deficiência, grupo ainda pouco representado nas discussões acadêmicas, literárias e nas políticas públicas. Este trabalho, construído a partir de uma abordagem qualitativa e de leitura interdisciplinar, busca articular os campos da literatura, dos estudos da deficiência e da educação inclusiva, com o intuito de discutir as formas sutis e estruturais de exclusão que afetam esses sujeitos ao longo da vida. Ao tomar como eixo central a experiência do personagem, o estudo evidencia a necessidade urgente de práticas sociais, educacionais e políticas, que reconheçam a dignidade humana para além da produtividade, garantindo cuidado, escuta e pertencimento às pessoas com deficiência em todas as fases do desenvolvimento, com especial atenção à velhice, etapa marcada por múltiplas vulnerabilidades e ainda carente de reconhecimento.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Paulo Roberto Alves da Silva, Guilherme Faria de Siqueira

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, respeitando, porém, o estilo dos autores. As provas finais não serão enviadas aos autores.
Os trabalhos publicados passam a ser propriedade da revista Apae Ciência.
As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.

